Como cheguei ao meu tom de ruivo e como mantenho ele lindo e bem cuidado

Oie! Aqui é a Clara, editora do DDB, mais uma vez. Volta e meia sou surpreendida por alguém me perguntando se meu cabelo é naturalmente ruivo. Não é. Tonalizo meus fios desde os 14 anos, mas eles nascem castanhos. Nunca tive a pretensão de me passar por ruiva de nascença, mas realmente me preocupei em encontrar um tom que não ficasse com muita cara de artificial. Vejo muitas ruivas por aí que claramente têm o cabelo pintado e não curto essa estética.

Confesso que enrolei alguns anos para me jogar no ruivo porque tinha muito medo de ficar ruim ou de não conseguir fazer a manutenção sozinha. Até que, em agosto de 2018, surgiu a oportunidade de participar de uma matéria de transformação na revista Claudia, onde eu trabalhava na época, e entendi que era o momento desse desejo se realizar. O salão responsável era simplesmente o do Marcos Proença e eu senti muita confiança na profissional que me atendeu, a colorista Evelyn Goulart.

Levei várias fotos de ruivas que eu amava e ela foi bem realista comigo: aquelas referências não combinavam com o meu tom de pele. Eu queria algo bem aberto, mais puxado para o alaranjado, tipo o da atriz Sarah Rafferty, da série Suits, e ela me sugeriu um vermelho acobreado. A única certeza que eu tinha é que aquele ruivo vermelhão, vibes roqueira/gótica, não era o caminho que eu queria – ela entendeu e o resultado final ficou perfeito. Fizemos um board no Pinterest repleto de inspirações de fios ruivos.

Mais de dois anos se passaram de lá para cá e devo dizer que ela acertou demais. No dia que eu pinto, a cor fica um pouco mais escura, mas à medida que ela vai desbotando – e esse é um processo natural dos ruivos tingidos –, vai surgindo um tom mais vibrante que chega muito perto do meu desejo original e que, ainda assim, harmoniza com a minha pele. Quando você vai direto no laranja, a tendência é ficar com aquele cabelo “água de salsicha” poucos dias após tingir e eu não queria isso.

A Evelyn fez uma mistura de tintas para chegar na proposta que ela pensou e me passou certinho tudo o que usou para que eu pudesse fazer a manutenção em casa. Porém, pedi ajuda para a minha prima Fernanda Braga, colorista em BH, e encontramos uma única tinta – da mesma linha que a Evelyn usou – com o tom semelhante ao da mistura. Assim, eu teria menos trabalho para fazer o processo e menos risco de errar na coloração.

A tinta que eu uso é a Illumina Color cor 7/43, a Wella Professionals, com o oxidante Welloxon 30 vol. 9%. O oxidante e a tinta são misturados para serem aplicados juntos. Diferentemente do que muita gente acha – inclusive do que eu costumava achar –, para o cabelo de ruivo não é preciso descolorir antes, como é feito nas cores fantasias.

O oxidante e a tinta agem ao mesmo tempo, abrindo as cutículas e penetrando nos fios. Mesmo processo de qualquer tinta tradicional. Existem também os tonalizantes sem amônia, que criam uma camada provisória de cor sobre os fios, mas só funcionam para tons que sejam mais escuras que o seu cabelo natural – o que não costuma ser o caso dos ruivos.

E, sim, dá para retocar com tranquilidade o ruivo em casa. Há mais de 2 anos eu faço isso sozinha. Não tenho problema com a cor desbotando – porque vai mudando, mas continua linda, como comentei –, mas não gosto da raiz escura aparecendo, então faço a manutenção mensalmente. Primeiro, aplico a mistura em toda a raíz (tem um tutorial do Salão Cubo aqui que pode ajudar quem nunca fez), deixo agir por 30 minutos e depois emulsiono para pigmentar o comprimento.

A emulsão eu faço diluindo com água um restinho de tinta + oxidante que deixo no pote e molhando a raiz cheia de tinta. Aí vou espalhando pelo resto do cabelo até ele ficar todo molhado e deixo agir por uns 20 minutos. Esse é o segredo para reavivar a cor e não ficar com os fios manchados. Depois, é só lavar normalmente com shampoo e pronto! Ruivo impecável novamente.

Outro ponto é em relação às sobrancelhas. Inicialmente, eu não queria pintar. Acho que muda muito o rosto quando a pessoa inventa de deixar as sobrancelhas exatamente no tom do ruivo do cabelo. Mas as minhas são muito escuras e o contraste (que eu amo quando estou loira) não ficou legal. Acabei cedendo. Porém, nada de sobrancelha ruiva fake! A Evelyn sugeriu uma tinta loira apenas para minimizar levemente a escuridão natural dos meus fios da região e deixar tudo mais harmônico – e eu uso até hoje, a cada 15 dias.

Já em relação aos cuidados, o que eu posso dizer é: não tem muito drama. Uso Shampoo e Condicionador das linhas Elseve Color-vive e Reparação Total 5+, da L’Oreal, e sempre que sinto necessidade passo uma máscara de hidratação ou de nutrição. Um óleo reparador na ponta também sempre vai bem. Cuidados básicos, que eu teria mesmo se meu cabelo não fosse tingido. Vale super a pena! Aqui nesse IGTV falo disso com um pouco mais de detalhes e, qualquer dúvida, podem me mandar inbox por lá, respondo com o maior prazer.

Produtos:
. Illumina Color cor 7/ 43 – Wella Professionals (aqui)
. Welloxon Perfect 9% – Wella Professionals (aqui)
. Shampoo Elseve Color-vive – L’Oréal (aqui)
. Condicionador Elseve Color-vive – L’Oréal (aqui)
. Shampoo e Condicionador Elseve Reparação Total 5 – L’Oréal (aqui)

{Fotos: reprodução Instagram @claranovais, @bel_pipsqueekinsaigon / @dannistewarttt, @thaynasaud, @petisco, @marinaruybarbosa /  @henriquem85 / @joaokopv / @patriciazuffa e @asmakesdafra}