A boa e velha bolsa de água quente pode fazer maravilhas por você. A jornalista Luiza Souza conta como redescobriu esse item nostálgico

Lembra daquela bolsa de água quente que sua avó ou sua mãe provavelmente deixavam ao lado da cama? Talvez você nunca tenha dado muita bola para o item, ou até dava, mas acabou esquecendo da existência com o passar dos anos. Eu me lembro de usar bolsa de água quente quando comecei a ter cólicas, primeiros anos da vida adolescente, mas foi algo que saiu completamente da minha vida e do meu radar.

Até que, navegando no Instagram dia desses, me deparei com um post da minha amiga Luiza Souza, jornalista de beleza e wellness e ex-dupla de trabalho (fomos editoras de beleza da Vogue juntas), ressuscitando a bendita. Intrigada e muitíssimo interessada na volta de um objeto tão nostálgico como ferramenta para o bem-estar, pedi para a Lu escrever para o DDB sobre sua experiência. Aqui está o relato – incorporando a bolsa de água quente em 3,2,1…

“Foi em julho que recebi um convite que me pareceu inegável num ano tão pesado e difícil (para todos) quanto o de 2020: ir passar uma semana na Lapinha. Trata-se de um dos mais antigos e importantes spas médicos do Brasil. Localizado há uma hora de Curitiba, é lá onde tantas pessoas se refugiam para emagrecer, relaxar, desestressar e cuidar da saúde. Meu objetivo era passar sete dias – é o mínimo indicado para sentir os efeitos do tratamento – em contato com a natureza e comigo mesma, descansar, comer bem e dormir bastante (prioridade na vida de mãe, minha filha tinha pouco mais de um ano na época).

Entre as mil coisas legais que fiz por lá (caminhadas ao amanhecer, banho de floresta e muita massagem), um detalhe bem simpático me acompanhou todos os dias e seguiu inclusive na vida pós-Lapinha: o hábito de usar bolsa de água quente como ferramenta de bem-estar. Quem me deu a dica foi uma amiga que vai a Lapinha há mais de 15 anos. “Luiza, peça o chá da noite no quarto e uma bolsa de água quente para você relaxar”. Dito e feito: toda noite, um dos amáveis funcionários me levava chazinho e uma bolsa beeem quente, daquelas antigas que lembram algo que encontraria na casa da minha avó, envolta numa cobertura atoalhada.

Como na Lapinha o wifi é cortado às 22 horas (muito bem-vindo, diga-se de passagem), a essa hora já estava na cama com meu livro e a bolsinha na barriga, ajudando na digestão além de relaxar. Bônus: como estava no meio de uma crise de hérnia de disco (que me acompanha há alguns anos), também usava o calor na lombar, um belo alívio. Simplesmente delicioso.

Curiosa para entender melhor o funcionamento e de onde vêm esses benefícios, fui perguntar para Daniel Boarim, diretor clínico da Lapinha. “A bolsa de água quente produz vasodilatação superficial e vasoconstrição profunda, ou seja, um efeito circulatório que favorece o alívio de uma dor muscular crônica ou de uma cólica, seja ela menstrual ou intestinal. A melhor circulação também é benéfica para a digestão, e o calor focado também tem efeito relaxante”, me explicou Daniel. “Mas é importante ressaltar que ela não é indicada para lesões agudas, como uma queda ou torção, para as quais em geral se aplica gelo”, diz.

Quando voltei a São Paulo, a primeira coisa que fiz foi aposentar a minha bolsa térmica de gel (que vira e mexe furava no micro-ondas) e comprar uma bolsa de borracha, daquelas bem tradicionais – escolhi a da marca Mercur, que tem ranhuras que aumentam a difusão do calor. Passei o inverno da quarentena agarrada à ela… Somei aos usos já mencionados colocar ela nos pés para aquecer e, dica maravilhosa, deixava uns minutinhos na cama antes de deitar, para ficar quentinha, um verdadeiro ninho!

Agora que está ficando mais quente, comecei a usar a almofada térmica da Holistix, feita de algodão orgânico e recheada de ervas – pode ser usada quente ou fria (colocando antes no microondas ou na geladeira) e tem um formato mais alongado que se acopla a diferentes partes do corpo. Ela não esquenta tanto quanto a bolsa de água quente, então é perfeita para usar no verão.

Qualquer que seja sua escolha, fica minha recomendação: valorize a boa, velha, retrô e nostálgica bolsa térmica. Ela pode fazer maravilhas para o seu dia, aliviar dores, ajudar a relaxar e a desconectar – uma ótima pedida para este ano estranho (mas real!) que estamos vivendo.”

Bolsas de água quente:
. Bolsa de Água Quente – Mercur (aqui)
. Capa P/ Bolsa C/ Sementes Bear – Trousseau (aqui)
. Bolsa de água quente com capa de pelinhos – Renner (aqui)
. Bolsa de Água Quente em Silicone (aqui)
. Bolsa Térmica em Gel – Océane (aqui)
. Bolsa Térmica – Termogel (aqui)
. Bolsa Térmica para Cólica – Pantys (aqui)
. Almofada Térmica – Holistix (aqui)

{Fotos: Tatiana Syrikova/ Polina Zimmerman/ Olenka Sergienko – Pexels}